Evento ajuda mulheres a conquistarem seu espaço na computação

Em grande parte dos cursos de Tecnologia da Informação, a maioria dos alunos é composta por homens. Quando muito, é possível ver três ou quatro mulheres em uma turma de 40 estudantes. A área de tecnologia, porém, teve muitas das suas principais invenções criadas por mulheres, e elas estão reconquistando seu espaço pouco a pouco. Afinal, o primeiro programa de computador foi criado por uma mulher, Ada Lovelace, em 1843.

Muitas outras ainda tiveram papeis cruciais, como: Hedy Lamarr, que criou a base para o sistema atual de telefonia celular em 1942; Jean Bartik, que liderou uma equipe de programadoras que trabalharam no ENIAC, o primeiro computador eletrônico, em 1946; e Grace Hopper, que criou um dos primeiros compiladores e a linguagem COBOL, usada até hoje, em 1952.

Para fomentar essa mudança e incentivar as mulheres a seguir carreiras na tecnologia, o Centro Universitário IESB realizará o encontro “Meninas na Tecnologia” no dia 17 de novembro, das 8h30 às 12h, no campus da Asa Sul. O evento é uma parceria com o grupo Pyladies DF e com o Meninas.comp, que colocam meninas do ensino médio em contato com a computação. As oficinas são gratuitas e as meninas podem ser inscrever aqui.

“A experiência mostra que elas são pouco incentivadas para escolher áreas da tecnologia”, disse Sérgio da Costa Côrtes, coordenador da pós-graduação em Ciência de Dados do IESB. “Elas costumam ser colocadas pelas famílias nas áreas de humanas, já que a tecnologia é vista como ‘coisa de homem’” continua.

O encontro conta com oficinas de programação e de Internet das Coisas – rede de objetos que possuem conexão com a internet – para as meninas e para os seus familiares, com o objetivo de quebrar os estigmas da área e mostrar que a computação é muito interessante e desafiadora. Como acontece logo após o ENEM, o Meninas na Tecnologia pode ajudar as participantes na escolha de um curso.

“Queremos mostrar para elas o mundo da programação e da inteligência artificial, mostrar exemplos e colocá-las em laboratórios para exercitar o uso da tecnologia. Em uma das oficinas, por exemplo, as meninas vão montar um jogo de ping-pong digital”, conta Sérgio.



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